:: Biblioteca Virtual


A arte de fazer missões
:: Artigo :: Autor: Miss. Thais Ladir ::

De uma coisa tenho certeza, missões está no coração de Deus. Além disso, há outras coisas que são obvias, mas precisam ser lembradas, pois às vezes o óbvio é esquecido. Lá vai a lista: o número de pessoas no mundo está aumentando numa proporção acima de setenta milhões a cada ano, menos que três milhões delas estão sendo alcançadas pelo evangelho, o que quer dizer que a muitos que ainda não ouviram falar do nome de Jesus, e alguns ouviram, mas não sabem o significado real deste nome; há varias pessoas se envolvendo em missões locais, nacionais ou transculturais, mas em número, racionalmente falando elas não dão conta da demanda de necessidades.
Há mais ou menos cinqüenta e seis mil missionários. Para que estes alcancem os bilhões de perdidos, é necessário que cada um evangelize oitenta e nove milhões, duzentos e oitenta e seis mil pessoas, um numero preocupante não é?
Há um único ponto positivo nessas notícias óbvias, tristes e ignoradas. Várias pessoas que entendem a importância de viver o evangelho e mostrar Jesus às nações tem se capacitado cada dia mais, o que facilita de certo modo as chances de sucesso no objetivo de anunciar. Há muitos missionários que tem sua profissão, são formados, em cursos superiores ou técnicos, há músicos, médicos, advogados, designers, dançarinos, atores, teólogos, enfermeiros, etc. Todos formados com um objetivo, missões integrais. Claro que isso não muda a triste realidade de que a igreja tem falhado como responsável pelos perdidos, mas já é um bom começo melhorar qualitativamente a questão de ser missionário.
No meu caso e de meu noivo, João Filho, estamos dentro dessa nova geração; ele é instalador predial, fazendo instalações elétricas inteiras em casas e prédios e eu sou pedagoga, pronta para alfabetizar e formar professores para fazer mesmo e ainda há também uma outra profissão em comum;somos artistas circenses.
Fazemos missões a alguns anos através da arte e juntos a um ano já atuamos com o circo em varias cidades e realidades diferentes. Quero dizer que descobrir que fazer missões é literalmente uma arte, pode mudar a vida de uma igreja local ou comunidade. Em muitos locais percebemos que não precisamos nos esforçar em abrir a boca pra falar de Jesus, mas o simples relacionamento com jovens que aprendiam a arte do circo conosco fez toda a diferença.
Nossa maior arma hoje é o relacionamento, através de oficinas de circo, formamos vínculos fortes de amizade com nossos alunos e aonde vamos deixamos marcas de amor. Não basta mais ir em praças e falar “Jesus salva”, hoje é necessário viver Jesus na vida das pessoas e fazê-las ver em você o amor e cuidado do Pai.
Assim entender missões como arte, como missão integral é isso, é ser mais que alguém que decidiu ir ao campo, mas alguém que decidiu ir e se capacitar para ajudar como puder, quanto mais recursos e “armas” melhor. Sendo medico, agrônomo, nutricionista, professor ou artista, seja influencia, se relacione. Se ainda não tem sua profissão, não quer dizer que não pode ser missionário, longe de mim falar isso, pois conheço vários grandes nomes de homens e mulheres de Deus que tem uma lista de frutos bem grande. Mas é interessante a nova geração de missionários ao campo pensar que ter uma profissão é um canal facilitador.
Principalmente se pensarmos especificamente em arte, que ainda não é usada em vários lugares como canal, mas que tem tomado conta do mundo. Dança, teatro, musica e principalmente circo, atinge a todas as nações. No mundo temos o circo hoje como moda, com alvo de atenções, o circo encanta por sua beleza e superação de limites humanos e sem palavras transmite pensamentos, mensagens, intenções. Porque não usar então essa poderosa arma a favor do Reino, pode dizer e tentar distorcer, mas todo tipo de arte foi criado e inspirado por Deus e devemos usá-los para adorá-lo.
Assim fica aqui o desafio de usar seus dons pessoais, sua profissão e tudo que tem, pra resgatar almas. Ser Jesus! No nosso caso como casal, pois a partir do dia 28 de dezembro estaremos casados, queremos espalhar a adoração através do circo, do corpo, da musica, ritmo, voz, superação de limites, malabares, palhaços e tudo que tivermos oportunidade, para influenciar, crianças, jovens e velhos em varias nações. Orem por esse projeto que tem inovado, influenciado e crescido, no Brasil e em breve no nosso próximo alvo, Moçambique.


  Imprimir Texto

     :: Mais Textos ::
Rev.Labieno Moura » REINO, MISSAO E DISCIPULADO
Ernandes Vieira Filho » Um olhar sobre Manica-Província de Moçambique - África
Pr. Nátsan Matias » SERVIR? AÍ JÁ É DEMAIS NÉ!!!
Pr. Alexandre Tadeu » A Crise segundo Albert Einstein
Miss. Thais Ladir » A arte de fazer missões
Rev. Labieno » COMO FAZER O TRABALHO MISSIONÁRIO?
Carlos Rézio » O BODE DO ALFACE
Nátsan P. Matias » O MODELO PRA MISSÃO - ANÁLISE TEOLÓGICA DE JOÃO 17: 18 - 21
CONSELHO DIRETOR INTERNACIONAL » DECISÕES DO CDI - REUNIÃO DO DIA 05 DE ABRIL 2008
Pr. Carlos Rézio » O PREÇO DA GRATIDÃO
Alexandre Tadeiu Cardoso de Oliveira » PROFISSÃO EDUCADOR
Rev. Labieno Palmeira » O BÔNUS E O ÔNUS DA MISSÃO CRISTÃ
REV. HERNANDES DIAS LOPES » OFERTA MISSIONÁRIA, GRAÇA DE DEUS
Valter de Souza Matos » ABENÇOADOS PARA ABENÇOAR
Valter » A IGREJA, NA VERDADE, TINHA PAZ (...) E CRESCIA EM NÚMERO.
Presb. Carlos Henrique » IGREJA MISSIONÁRIA
Labieno M. Palmeira Filho » UM JUSTO QUE SE ARREPENDE
Rev. Nátsan P. Matias » “FICAR” COM DEUS OU COMPREMETER-SE COM ELE?
Rev. Nátsan P. Matias » HOJE É O MEU DIA? O QUE FAZER ENTÃO?